Ontem seria o aniversário do meu pai.
Seria porque tem 1 ano e 5 meses exatos que ele faleceu.
Só quem já passou por situação parecida sabe o sentimento.
A gente deixa sim a pessoa ir em paz... a gente não deixa a emoção tomar conta da situação.
Mas realmente é uma saudade incontrolável.
Só o tempo faz a gente se acostumar com a ausência dizem...
Mas eu lembro dele todos os dias. Não passa um único dia que eu não pense alguma coisa com ele, sobre ele...
E tem dias que a gente sente que nunca vai passar. Assim foi ontem.
Mas aquele amigo disse pra eu lembrar das coisas boas, como se fazem em aniversários.
Daí me lembro que ele odiava aniversário. Acho mesmo que ele odiava envelhecer. Sempre que eu ligava pra dar os parabéns ele tava ranzinzo... reclamava um monte... e eu escutava até passar. Daí ele comentava as coisas legais do dia, as rabugices e aceitava os parabéns. Chorava sempre porque queria a gente por perto... a gente chorava porque queria estar perto.
E eu ligava quase todos os dias. Apesar de morar longe, era ele que me dava dicas, que aliviava minhas angústias. Sempre tinha alguma coisa pra dizer. E quando não tinha eu reclamava.
Eu digo que não é dor, não é sofrimento... é saudade da presença, sentindo a ausência... um vazio.
Difícil de expressar em palavras.
Mas no português : Saudade. E basta
P.S.: hoje é dia dos Anjos da Guarda. Façam suas orações.
Menina-Mulher pra sempre. Romântica, mas nem tanto. Casada e muito bem casada por sinal. E mãe. Realizada. Agora só falta escrever meu livro.
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Meu recomeço
Essa é minha fase da vida: MEU recomeço.
MEU porque já recomecei por tanta gente... já quis abraçar o mundo e resolver os problemas de todos que amo. Por isso, quando meu filho nasceu - há quase 2 anos – eu não quis abrir mão de cuida-lo, sozinha. Moro longe da família, tanto minha quanto do meu marido. Mas quando ele nasceu minha mãe veio uma semana, na seguinte minha sogra.... e eu em vez de aproveitar e dormir, deixando o pimpolho com elas... não... quis fazer tudo sozinha. Como sempre fiz na vida.
Foi bom sim.
Mas me sobrou uma depressão - ainda considerada depressão pós-parto - depois de 7 meses do bebezinho e com o falecimento do meu pai como estopim. E os quilos que eu tinha visto irem embora, teimaram por voltar.
E cá estou eu tentando recomeçar a viver depois de tudo. Tentando viver a MINHA vida. Fazer o MEU recomeço.
E ta sendo mais difícil do que eu pensava. A cabeça ta boa, mas as vezes da aquela recaída ao olhar para os lados ... parece, pra pessoas como eu, que a historia da pessoa ao lado é linda, que ela engordou na gravidez e 1 mês depois ta linda, esbelta... que não tem problemas.
E nessas horas, sinto falta de um amigo. Um único amigo. Que me entende, me alivia. E ta tão longe. Acompanhando meu recomeço, desde sempre. Mas longe.
Daí penso em como dói a saudade.
E dói também tentar recomeçar.
E pra gente ser feliz precisamos passar por tantas dores... só assim nos damos conta de que realmente a felicidade consiste em cada detalhe dessa nossa vida. Em sorriso, em cada olhar... em cada emoticon trocado numa conversa com aquele amigo de longe.
Hoje, só hoje, queria te-lo aqui do meu lado. E pensei tanto nisso que nos “encontramos” e aquele peso, aliviou.
P.S.: Gabriel Chalita no PSB. Fiquem de olho nele. Ele, como diz o Pe. Fabio de Melo, será o presidente do Brasil.
MEU porque já recomecei por tanta gente... já quis abraçar o mundo e resolver os problemas de todos que amo. Por isso, quando meu filho nasceu - há quase 2 anos – eu não quis abrir mão de cuida-lo, sozinha. Moro longe da família, tanto minha quanto do meu marido. Mas quando ele nasceu minha mãe veio uma semana, na seguinte minha sogra.... e eu em vez de aproveitar e dormir, deixando o pimpolho com elas... não... quis fazer tudo sozinha. Como sempre fiz na vida.
Foi bom sim.
Mas me sobrou uma depressão - ainda considerada depressão pós-parto - depois de 7 meses do bebezinho e com o falecimento do meu pai como estopim. E os quilos que eu tinha visto irem embora, teimaram por voltar.
E cá estou eu tentando recomeçar a viver depois de tudo. Tentando viver a MINHA vida. Fazer o MEU recomeço.
E ta sendo mais difícil do que eu pensava. A cabeça ta boa, mas as vezes da aquela recaída ao olhar para os lados ... parece, pra pessoas como eu, que a historia da pessoa ao lado é linda, que ela engordou na gravidez e 1 mês depois ta linda, esbelta... que não tem problemas.
E nessas horas, sinto falta de um amigo. Um único amigo. Que me entende, me alivia. E ta tão longe. Acompanhando meu recomeço, desde sempre. Mas longe.
Daí penso em como dói a saudade.
E dói também tentar recomeçar.
E pra gente ser feliz precisamos passar por tantas dores... só assim nos damos conta de que realmente a felicidade consiste em cada detalhe dessa nossa vida. Em sorriso, em cada olhar... em cada emoticon trocado numa conversa com aquele amigo de longe.
Hoje, só hoje, queria te-lo aqui do meu lado. E pensei tanto nisso que nos “encontramos” e aquele peso, aliviou.
P.S.: Gabriel Chalita no PSB. Fiquem de olho nele. Ele, como diz o Pe. Fabio de Melo, será o presidente do Brasil.
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Pra Começar...
Resolvi escrever esse blog, depois do jogo de ontem... vou explicar e num próximo post vou me apresentando ok.
Eu e meu marido somos fãs de tennis... o jogo sabe... raquete – uma pessoa de cada lado – bolinha de um lado pro outro... esse!
Ontem foi a final feminina do US Open – um dos mais importantes torneios mundiais.
Mas porque isso me fez querer escrever?
A vencedora de 28 anos, Kim Clijsters, jogava muito há uns 4 anos atrás e resolveu parar de jogar para engravidar. E como voltou agora não tinha pontos suficientes e não participaria desse torneio. Foi, então, convidada pelos organizadores a participar. E tava la na final.
Me emocionei com ela, com a história dela e, claro, com o jogo.
Eu sou mãe de um menininho que fará 2 anos em outubro. E sei das dificuldades todas de ser mãe. Estou aqui esses dois anos tentando voltar ao trabalho, tentando voltar ao peso... tentando colocar a vida em um novo lugar, pra encaixar direitinho meu pimpolho. E tem sido tudo muito difícil.
Daí me aparece essa moça. 28 anos, a filhinha dela, Jada, deve ter 2 anos quase 3. Tava La assistindo a corajosa mamãe vencendo! Clijsters tava La, voltando ao ritmo do jogo, voltando o corpo e a elasticidade, mas o brilho nos olhos era outro. A felicidade estampada era outra. Ela esta diferente. Ela tinha uma força diferente. Um objetivo diferente do objetivo das outras meninas. E quem é mãe sabe o que eu digo.
A gente começa a pensar na força que ela teve que fazer para se recompor, recomeçar o tennis, depois do nascimento da Jada. A contradição de querer voltar a fazer o que se gosta, sem deixar de lado aquilo que mais se ama na vida. E fazer com que tudo isso aconteça sem sofrimento para lado nenhum.
Ela venceu o torneio! Jada sendo filmada, sorrindo. A mãe só a procura do rostinho da filha. E quando perguntaram o que ela ia fazer agora... a resposta foi que ela queria voltar a rotina da família,a rotina de mãe e filha, pelo menos por algumas semanas. E depois começam novamente os treinos... e quem sabe ela alcance de novo o posto de número 1 do mundo no tennis feminino.
Eu torço por isso. Porque a força que eu senti ontem ao vê-la de volta, me fez ter força pra escrever. E começar de novo.
Ela conseguiu equilibrar a rotina de treinamento, com a rotina da família.
Eu também posso conseguir.
Foi essa a grande lição que ela me passou ao segurar o título – e o cheque de U$ 1.600.000,00.Bom Retorno Mamãe Clijsters. Que a mamãe aqui vai, se espelhando em você, encontrar o equilíbrio também.
Eu e meu marido somos fãs de tennis... o jogo sabe... raquete – uma pessoa de cada lado – bolinha de um lado pro outro... esse!
Ontem foi a final feminina do US Open – um dos mais importantes torneios mundiais.
Mas porque isso me fez querer escrever?
A vencedora de 28 anos, Kim Clijsters, jogava muito há uns 4 anos atrás e resolveu parar de jogar para engravidar. E como voltou agora não tinha pontos suficientes e não participaria desse torneio. Foi, então, convidada pelos organizadores a participar. E tava la na final.
Me emocionei com ela, com a história dela e, claro, com o jogo.
Eu sou mãe de um menininho que fará 2 anos em outubro. E sei das dificuldades todas de ser mãe. Estou aqui esses dois anos tentando voltar ao trabalho, tentando voltar ao peso... tentando colocar a vida em um novo lugar, pra encaixar direitinho meu pimpolho. E tem sido tudo muito difícil.
Daí me aparece essa moça. 28 anos, a filhinha dela, Jada, deve ter 2 anos quase 3. Tava La assistindo a corajosa mamãe vencendo! Clijsters tava La, voltando ao ritmo do jogo, voltando o corpo e a elasticidade, mas o brilho nos olhos era outro. A felicidade estampada era outra. Ela esta diferente. Ela tinha uma força diferente. Um objetivo diferente do objetivo das outras meninas. E quem é mãe sabe o que eu digo.
A gente começa a pensar na força que ela teve que fazer para se recompor, recomeçar o tennis, depois do nascimento da Jada. A contradição de querer voltar a fazer o que se gosta, sem deixar de lado aquilo que mais se ama na vida. E fazer com que tudo isso aconteça sem sofrimento para lado nenhum.
Ela venceu o torneio! Jada sendo filmada, sorrindo. A mãe só a procura do rostinho da filha. E quando perguntaram o que ela ia fazer agora... a resposta foi que ela queria voltar a rotina da família,a rotina de mãe e filha, pelo menos por algumas semanas. E depois começam novamente os treinos... e quem sabe ela alcance de novo o posto de número 1 do mundo no tennis feminino.
Eu torço por isso. Porque a força que eu senti ontem ao vê-la de volta, me fez ter força pra escrever. E começar de novo.
Ela conseguiu equilibrar a rotina de treinamento, com a rotina da família.
Eu também posso conseguir.
Foi essa a grande lição que ela me passou ao segurar o título – e o cheque de U$ 1.600.000,00.Bom Retorno Mamãe Clijsters. Que a mamãe aqui vai, se espelhando em você, encontrar o equilíbrio também.
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