terça-feira, 29 de setembro de 2009

Meu recomeço

Essa é minha fase da vida: MEU recomeço.
MEU porque já recomecei por tanta gente... já quis abraçar o mundo e resolver os problemas de todos que amo. Por isso, quando meu filho nasceu - há quase 2 anos – eu não quis abrir mão de cuida-lo, sozinha. Moro longe da família, tanto minha quanto do meu marido. Mas quando ele nasceu minha mãe veio uma semana, na seguinte minha sogra.... e eu em vez de aproveitar e dormir, deixando o pimpolho com elas... não... quis fazer tudo sozinha. Como sempre fiz na vida.
Foi bom sim.
Mas me sobrou uma depressão - ainda considerada depressão pós-parto - depois de 7 meses do bebezinho e com o falecimento do meu pai como estopim. E os quilos que eu tinha visto irem embora, teimaram por voltar.
E cá estou eu tentando recomeçar a viver depois de tudo. Tentando viver a MINHA vida. Fazer o MEU recomeço.
E ta sendo mais difícil do que eu pensava. A cabeça ta boa, mas as vezes da aquela recaída ao olhar para os lados ... parece, pra pessoas como eu, que a historia da pessoa ao lado é linda, que ela engordou na gravidez e 1 mês depois ta linda, esbelta... que não tem problemas.
E nessas horas, sinto falta de um amigo. Um único amigo. Que me entende, me alivia. E ta tão longe. Acompanhando meu recomeço, desde sempre. Mas longe.
Daí penso em como dói a saudade.
E dói também tentar recomeçar.
E pra gente ser feliz precisamos passar por tantas dores... só assim nos damos conta de que realmente a felicidade consiste em cada detalhe dessa nossa vida. Em sorriso, em cada olhar... em cada emoticon trocado numa conversa com aquele amigo de longe.
Hoje, só hoje, queria te-lo aqui do meu lado. E pensei tanto nisso que nos “encontramos” e aquele peso, aliviou.

P.S.: Gabriel Chalita no PSB. Fiquem de olho nele. Ele, como diz o Pe. Fabio de Melo, será o presidente do Brasil.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Pra Começar...

Resolvi escrever esse blog, depois do jogo de ontem... vou explicar e num próximo post vou me apresentando ok.
Eu e meu marido somos fãs de tennis... o jogo sabe... raquete – uma pessoa de cada lado – bolinha de um lado pro outro... esse!
Ontem foi a final feminina do US Open – um dos mais importantes torneios mundiais.
Mas porque isso me fez querer escrever?
A vencedora de 28 anos, Kim Clijsters, jogava muito há uns 4 anos atrás e resolveu parar de jogar para engravidar. E como voltou agora não tinha pontos suficientes e não participaria desse torneio. Foi, então, convidada pelos organizadores a participar. E tava la na final.
Me emocionei com ela, com a história dela e, claro, com o jogo.
Eu sou mãe de um menininho que fará 2 anos em outubro. E sei das dificuldades todas de ser mãe. Estou aqui esses dois anos tentando voltar ao trabalho, tentando voltar ao peso... tentando colocar a vida em um novo lugar, pra encaixar direitinho meu pimpolho. E tem sido tudo muito difícil.
Daí me aparece essa moça. 28 anos, a filhinha dela, Jada, deve ter 2 anos quase 3. Tava La assistindo a corajosa mamãe vencendo! Clijsters tava La, voltando ao ritmo do jogo, voltando o corpo e a elasticidade, mas o brilho nos olhos era outro. A felicidade estampada era outra. Ela esta diferente. Ela tinha uma força diferente. Um objetivo diferente do objetivo das outras meninas. E quem é mãe sabe o que eu digo.
A gente começa a pensar na força que ela teve que fazer para se recompor, recomeçar o tennis, depois do nascimento da Jada. A contradição de querer voltar a fazer o que se gosta, sem deixar de lado aquilo que mais se ama na vida. E fazer com que tudo isso aconteça sem sofrimento para lado nenhum.
Ela venceu o torneio! Jada sendo filmada, sorrindo. A mãe só a procura do rostinho da filha. E quando perguntaram o que ela ia fazer agora... a resposta foi que ela queria voltar a rotina da família,a rotina de mãe e filha, pelo menos por algumas semanas. E depois começam novamente os treinos... e quem sabe ela alcance de novo o posto de número 1 do mundo no tennis feminino.
Eu torço por isso. Porque a força que eu senti ontem ao vê-la de volta, me fez ter força pra escrever. E começar de novo.
Ela conseguiu equilibrar a rotina de treinamento, com a rotina da família.
Eu também posso conseguir.
Foi essa a grande lição que ela me passou ao segurar o título – e o cheque de U$ 1.600.000,00.Bom Retorno Mamãe Clijsters. Que a mamãe aqui vai, se espelhando em você, encontrar o equilíbrio também.